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TÁ OLHANDO O QUÊ?
Sabe aqueles dias que a gente tem a sensação de que chamamos a atenção por onde passamos? Mas não é porque estamos bonitos demais (ou feio demais) ... simplesmente temos essa sensação. Então a gente começa a procurar um rasgo na roupa, uma sujeira no cabelo, um pedaço de papel preso no sapato ... e nada! Tá tudo incrivelmente no lugar. Mas aquela sensação não vai embora! Dá vontade de gritar bem alto: "TÁ OLHANDO O QUÊ?".
Aí nos damos conta de que também passamos a encarar todo mundo a nossa volta, em busca de uma resposta. Os papéis invertem, mas continuamos criticando aqueles infelizes que não se preocupam com a própria vida e que, em vez de fazerem as compras sossegados ficam olhando o que tem dentro do nosso carrinho! Enquanto reclamamos, fazemos o mesmo e as pessoas passam a reclamar de nós também ... quase se viram, nos encaram e gritam: "TÁ OLHANDO O QUÊ?".
É ... O ser humano é realmente muito contraditório!
UM DIA DOS NAMORADOS
Mais um ano se vai e cada vez eu tenho mais certeza: é praticamente impossível comemorar o "Dia dos Namorados" no "Dia dos Namorados"! Tudo é mais caro e a cidade se torna um grande parque de diversões, com filas quilométricas e espera de mais de 1 hora pra comer sushis e sashimis. Mas mesmo assim eu insisto em não deixar a data passar em branco. Me coloco disposta a encarar a maratona com o melhor humor do mundo e muito amor no coração. Sorte minha que tenho um namorado que encara tudo na boa e se diverte junto comigo nessa situação.
Pra começar, nenhum dos dois gosta de se programar. Pra que ligar e fazer uma reserva se a gente pode experimentar um pouquinho da fila de cada restaurante? Um mexicano, um árabe, um italiano e até um argentino, antes de ouvir "hoje só com reserva!". Tudo isso antes de decidir, quase 10 horas da noite, que vamos ficar no japonês mesmo. O tempo de espera? De 40 a 50 minutos!!! Demos nosso nome pra Merry (dona do restaurante e amigona do peito ... e antes que vocês perguntem, NÃO. a gente não gosta de pedir pra passar na frente só por esse motivo ... e mesmo que pedíssemos ela não ia passar. ainda ia tirar uma onda) e decidimos dar uma volta, fazer hora, entrar na locadora, etc.
Voltamos meia hora depois. Impressionante!!! As mesmas dezenas de pessoas que estavam na fila quando chegamos continuavam lá, intactas. Talvez tenha entrado 2 ou 3 casais, não mais que isso. Mais 20 minutos aguardando e nada de ver casais sendo chamados ... Foi então que eu decidi perguntar quantos faltavam pra chegar a nossa vez ...
UNS 15 CASAIS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Já era quase 11 horas! Vamos pra uma pizzaria mesmo!
Conseguimos entrar. Muito rápido. Muito fácil.
Fizemos o pedido. Meia hora depois a pizza chegou. Por minutos não comemos no dia 13. Quase não comemoramos no dia certo!
Mas valeu! Valeu a companhia, valeu as risadas, valeu o carinho ... VALEU!
André,
Valeu mais uma vez estar do seu lado nesse dia e poder ter mais uma história pra contar!
Amoooooooooooooo!!!!!!!!!!!!!!!
Ontem foi Dia dos Namorados ... queria escrever sobre o amor! Mas estou sem tempo!
Trabalhar é sempre bom! Namorar também ...
RECESSO!!!!!!!!!!!
Feriado é sempre bom!
:-)
VOU LEVAR!
Eu e a minha mania de comprar por impulso! Já me dei mal tantas vezes, mas nunca aprendo! Dizem que é coisa de mulher; eu insisto em dizer que isso é coisa de ... de quem compra por impulso, SÓ!
Não vem com essa história machista de que mulher afoga as mágoas no shopping, porque isso já era! Hoje, com essa onda metrossexual, não existe mais diferença entre homem e mulher. Já vi muito homem saindo de loja recheado de sacolas, e não era presente pra mãe (muito menos pra namorada)! Os salões de beleza já estão sendo invadidos pela ala masculina. Outro dia um amigo me contou que encontrou um colega na rua e este estava com pressa porque estava indo fazer a unha! É a evolução da espécie ...
Mas não é sobre isso que eu vou falar. Deixarei esse assunto tão complexo pra outro dia. Esse papo começou porque hoje descobri um poncho no meu guarda-roupa. Aliás, estou usando ele. Aliás (de novo), tirei a etiqueta dele hoje ... mais de 1 ano depois de adquiri-lo em uma atitude impensada, como sempre. Queria comprar uma roupa pra assistir ao espetáculo do Cirque du Soleil em São Paulo em uma noite friiiiiaaaa! Moro na baixada, por isso não costumo comprar esse tipo de "vestimenta", no máximo uma blusa de moletom ou um cachecol ...
Cheguei em casa, experimentei novamente, e me senti usando uma cortina! Ele tinha umas franjas iguais as da cortina que tinha na casa da minha avó. Surtei! Não usaria aquele poncho nem por um decreto! Achando que eu estava sendo um pouco exagerada, fui pedir a opinião da minha mãe e da minha tia que estava em casa. Vesti com uma calça jeans, bota, arrumei o cabelo, tudo isso pra causar um impacto (de-repente a valorização do tal poncho). Sabe qual foi a frase que ouvi?
"Não combina com você ... Pra ser sincera, parece uma cortina".
MEU DEUS!!!!!!!!!!!!!! Eu sou uma cortina ambulante! Vou ser confundida com o cenário quando chegar lá! Não vou usar. Definitivamente.
A culpa é da vendedora, sempre dela! Ela sempre vai dizer que você está linda, mesmo que esteja parecendo uma encarnação do Floquinho ... aquele cachorro da Turma da Mônica!
Acabei voltando no shopping no dia seguinte e comprei um sobretudo. Fui ao espetáculo me sentindo poderosa! Em São Paulo muita gente usa sobretudo no inverno ... e essa foi a única vez que eu usei! Olha o impulso aí novamente! Mas tudo bem ... ele é mesmo lindo! Não faltarão oportunidades de usar novamente.
Voltando ao poncho. Hoje antes de vir trabalhar eu tirei do meu guarda-roupa, olhei, e decidi tirar as franjas! Pedi ajuda da minha mãe, antes que eu fizesse uma besteira (não tenho muito jeito com trabalhos manuais ...). E não é que que ficou interessante? Olha só! E pensar que no mês passado fiz uma faxina e decidi doar sacos e mais sacos de roupae o poncho quase foi ... ainda bem que eu dei a ele uma segunda (?) chance.
É como as pessoas costumam dizer ... O tempo faz milagres (uma tesoura também)!
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